Magritte que nos espere – Sobre o Urso Polar da Coca-Cola

30 06 2009

Fui passear na Califórnia, estava com fome e não me segurei:

http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1212145-6091,00-URSO+INVADE+CASA+NA+CALIFORNIA+E+DEVORA+CAIXA+DE+CHOCOLATE.html

Red diz (15:23):
E não trouxe nem um pedacinho pra mim?
Júlia diz (15:23):
tu não leu/viu a raça do urso?
Red diz (15:25):
Não fala nada
Mas, pela foto, deve ser pardo
Júlia diz (15:25):
mas na imagem dá para ver
exato
Red diz (15:25):
Seu urso pardo
Nem pra trazer um chocolatinho pro Red…
Red diz (15:26):
Júlia diz (15:26):
nanana
comi tudo
e ainda tentei fechar com uma champanhe
mas aqueles Humanos idiotas
chegaram muito rápido
Red diz (15:26):
Pois é
Red diz (15:27):
Eu não sabia que ursos gostavam de campagne
Mas é dificil abrir a garrafa, né?
Falta de polegar opositor
Júlia diz (15:28):
é
tive de tentar abri-lo na barriga
coisa que só é possível com garrafas de cerveja
e afins
Red diz (15:29):
É verdade
Mas eu achava que ursos só tomavam Coca-Cola
Júlia diz (15:30):
esses são os polares
na verdade, eles tomam um pouquinho de conhaque também
Júlia diz (15:31):
mas não contam para ninguém porque fecharam um contrato com a a Coca-Cola
que previa não falarem sobre isso
Red diz (15:31):
Aaaaaahhhh bom
Júlia diz (15:31):
nem serem vistos bebendo nada alcólico
Red diz (15:33):
Pq isso derrubaria a ideia de que eles são bonzinhos e fofinhos, né?
Júlia diz (15:33):
ou pelo menos, que não são pinguços

Red diz (15:23):

E não trouxe nem um pedacinho pra mim?

Júlia diz (15:23):

tu não leu/viu a raça do urso?

Red diz (15:25):

Não fala nada

Mas, pela foto, deve ser pardo

Júlia diz (15:25):

mas na imagem dá para ver

exato

Red diz (15:25):

Seu urso pardo

Nem pra trazer um chocolatinho pro Red…

Red diz (15:26):

Júlia diz (15:26):

nanana

comi tudo

e ainda tentei fechar com uma champanhe

mas aqueles Humanos idiotas

chegaram muito rápido

Red diz (15:26):

Pois é

Red diz (15:27):

Eu não sabia que ursos gostavam de campagne

Mas é dificil abrir a garrafa, né?

Falta de polegar opositor

Júlia diz (15:28):

é

tive de tentar abri-lo na barriga

coisa que só é possível com garrafas de cerveja

e afins

Red diz (15:29):

É verdade

Mas eu achava que ursos só tomavam Coca-Cola

Júlia diz (15:30):

esses são os polares

na verdade, eles tomam um pouquinho de conhaque também

Júlia diz (15:31):

mas não contam para ninguém porque fecharam um contrato com a a Coca-Cola

que previa não falarem sobre isso

Red diz (15:31):

Aaaaaahhhh bom

Júlia diz (15:31):

nem serem vistos bebendo nada alcólico

Red diz (15:33):

Pq isso derrubaria a ideia de que eles são bonzinhos e fofinhos, né?

Júlia diz (15:33):

ou pelo menos, que não são pinguços

Urso Polar da Coca-Cola

Urso Polar da Coca-Cola

Por Júlia, a ursa parda.
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Qual a diferença entre Água e Sal e Cream Cracker?

14 05 2009
cream cracker ou água e sal?

cream cracker ou água e sal?

Como a boa parte de vocês leitores (de vocês, três leitores) sabem, eu sou jornalista. Daí sou uma pessoa ligeiramente estressada. Daí, essa semana tive dores estomacais indizíveis (e não quero dizer também que seja uma gastrite de fundo nervoso. Por isso não vou ao médico: também não quero que ELE me diga isso. Neurolinguística, saca?). Bom. Então, estou eu aqui à base de sopa, chá, e um gratificante filé de frango grelhado com batata suíça.

Em favor de manter uma alimentação que não desperte meu monstro ácido particular, fui ao súper à tarde, comprar bolachas água e sal (que na verdade dever-se-iam chamar água-sem-sal, na minha modesta e desaborizada opinião) e me deparei com uma prateleira cheia de bolachas quadradas, finas, furadinhas e sem gosto. E daí, um desafio: Por que escolher a água e sal e não a cream cracker? Ou devia ainda optar pelas (uhnn) deliciosas cream cracker levíssimas, que são light e engordam menos?

Perguntei às colegas que me acompanhavam na incursão supermercadística sobre qual seria a diferença. Elas, pegas de surpresa, também não puderam responder. Uma senhorinha, que também escolhia bolachas quadradas e furadinhas ao lado assistiu à discussão e comentou que realmente, aquela era uma informação que lhe faltava. Escolhi as mais baratas, que atendiam pelo nome de água e sal. Porque, se não podia diferenciá-las racionalmente, financeiramente, as escolhidas eram R$ 0,40 mais vantajosas.

De volta ao escritório, descobri que:

Na verdade, não existem diferenças entre os ingredientes utilizados nos dois casos. A única diferença existente é que no caso dos cream crackers é utilizada uma quantidade maior de gordura do que no do biscoito água e sal (16% contra 7%). Isso é necessário para fazer com que a massa desse biscoito seja mais cremosa e crocante. Em termos de calorias, esses biscoitos também são mais calóricos do que os de água e sal (32 contra 27 calorias por biscoito).

Viram? o Blog da Júlia também é cultura. Além disso, descobri que minha intuição funciona para o lado certo, e escolhi as bolachas certas, mesmo sem sequer imaginar o motivo. Gênio. Mas diante disso, eu pergunto: E entre a cream cracker, a água e sal e a cream cracker levíssima light?





E-mails Novos

3 02 2009

Eu sempre tenho e-mails novos. Um monte de spam e mensagens comerciais. Não dá para se escapar deles, e alguns até confesso, leio. Os da Saraiva, por exemplo, são uns que sempre passo os olhos. Nem que seja para dizer: “Não, Júlia, tu não pode”. É que nunca me perdoei de ter perdido O Almanaque do Rock, do Kid Vinil a R$ 12, 90.

Mas não é dos spams que trato. É das listas e grupos. Eu participo de três ativas. Só três. E elas já me dão trabalho e diversão para doze horas diárias na frente do computador. Bem entendido, não faço só isso. Mas por doze horas estou, geralmente, lendo e respondendo questionamentos vários da minha turma de inglês, da minha turma da faculdade, e de mais um grupo de amigos jornalistas que estamos fundando um novo blógue comunitário (mais notícias em breve).  Sem contar as pequenas correntes esporádicas que se formam com colegas de trabalho, para comentar uma coisa ou outra ( se bem que com estes, a janela do MSN com uma conversa em grupo nem chega a fechar).  E elas já foram bem mais: na época áurea da faculdade, era uma para cada trabalho em grupo: leia-se seis ou sete.

E, hoje,  são de uma inutilidade ímpar, admito. Das minhas, duas se ocupam exclusivamente de marcar festas e eventos em grupo, incluindo a discussão de datas e locais, o motivo das comemorações e outras coisas de valor quase exclusivamente etílico-festeiro-regabofístico. Ah, também servem para enviar links. Dos últimos que circularam por lá, houve vídeo de hit do Grupo Carrapicho cantado em russo, notícias sobre economia sexual e um cruzeiro onde Roberto Justus faz um show-palestra (breve tema de novo pouste). E os devidos comentários, obviamente.

Que ímpeto comunicativo é esse, Jesus? A grande e organizada caixa GMail que tenho não me permite saber quantas são as mensagens novas por dia, já que vai organizando conforme o grupo de remetentes, as respostas. Mas me pergunto como será a vida de quem insiste em usar Hotmail ou Yahoo…

Enquanto postei, duas novas mensagens chegaram no grupo que discute a criação do novo blógue. Desculpe, tenho que lê-las. Adeus.





O Canudinho

2 02 2009

Como diz o Vitor, o encanto da vida está nas coisas simples. Ora, que estava aqui numa redação um tanto quanto polar, com um computador um tanto quanto pré-glacial quando decidi fazer minha tarde um pouco mais tropical, bebendo uma água de coco.

Abre parênteses aqui para dizer que esta água de coco me foi dada pela minha zelosa vó, que tá cuidando de mim e da minha irmã (duas marmanjas, bem entendido) neste findi, quando papi e mami foram viajar. Fecha parênteses.

Daí que abro o celofane que envolve o canudinho, furo com o mesmo a área apropriada na caixinha, faz aquele “fu” do ar saindo e levo-o à boca. Mas antes de chegar, sou obrigada a detê-lo diante dos meus olhos: ele é fechado! Como se já houvesse sido alvo da fúria mordedora de canudinhos que algumas bocas têm. Como se devesse ser muito bem lacrado, para que nada do líquido esbranquiçado da caixinha Tetra Pak azul devesse sair de lá. Olho por mais um segundo e descubro: existem, sim furos, não apenas um, como seria comum em um caudinho, mas quatro. Um de cada “lado” (coisas cilindricas podem ter lados que não sejam apenas “dentro” e “fora”?).

Mais tranquila, testei-o. Funcionava. Sorvi o líquido desejado com perfeição. Canudos com quatro furos, em vez de um só, funcionam exatamente do mesmo jeito do que canudos tradicionais. Alguma lei da física deve explicar o dispêndio de energia para inventar um canudo com quatro furos que funcione exatamente do mesmo jeito do que um unifurado.

E é impossível não lembrar do velho Sabino, em A Invenção da Laranja, que não encontrei em nenhum lugar da imensidão gugleável, mas que, um dia, se lembrar, “copeio” para voces. Tenho ele em mídia papel, sabe como é, esta coisa retrógrada e incompartilhável…

Outra coisa que o gugol não me deu foi uma foto do canudinho em questão… ¬¬

Fail.





Começando, então

31 01 2009

Eu tinha começado este pouste pondo-lhe o nome de “começando esta porcaria, então”. Resolvi tirar a parte menos cordial do título, uma vez que uma das minhas resoluções para 2009 é ser menos cáustica. O fato é que não tô conseguindo. Tô com uma puta dor nas costas, que ontem me fez tomar uma (ineficaz) injeção deste tamanho, trabalharei amanhã, um delicioso domingo, e, obviamente, também a segunda-feira, embora seja feriado. E assim, estou bem mais ao vinagre (os de álcool, bem azedos) do que ao mel. Embora nem ao álcool eu devesse estar, já que faz mais de dias que as únicas coisas que bebo são coca-zero, suco de laranja e água sem gás. Culpa de uma maldita gripe que me pegou de jeito (ui, e que pegada!), me derrubou e me faz ter febres e outras sensações ruins desde a última segunda. Ah, deveria acrescentar à lista de desgraças também a tosse que me invadiu há duas semanas e que só alivia com certo antialérgico que, como efeito colateral, me torna absolutamente incapaz de abrir os olhos.

Ou seja: minha saúde, como notaram, leitores audazes, carece de cuidados. E estou fazendo isso agora… deitada sob o ventilador, com a coluna toda torta, segurando o notebook meio de lado e criando um novo blógue. Ouquei. Podem me apedrejar agora. Só me queixo e nada faço. Juro que quando terminar o pouste, vou tomar OUTRO Dorflex.

Blógue novo. Há meses jurei ter um WordPress, para ver como era. Mas confesso aque ainda não me empolguei. Decepcionadíssima com a falta de bugigangas e a impossibilidade de embedar besteiras em flash na coluna da direita (como o meu Twitter, por exemplo). Mas então, começarei este com um pouste bem atípico, falando exclusivamente do meu “si próprio”. Estou realmente num momento de auto-compaixão e de levar meu egoísmo às alturas. Das próximas vezes prometo pelo menos revestir as opiniões de argmentos (ainda que vazios) ou direcioná-las a fatos consistentes (ainda que de consistência gelatinosa). Se houver próxima vez, porque não prometo continuar atualizando. Não gostei disso aqui, e não tô num bom dia.

Mas pelo menos, tou ouvindo a trilha do Não Estou Lá, e isso é legal. Esta máquina mata fascistas

Felicidades.